Os desafios diários do DQA

Atual modelo de relações sociais reflete na captação de novos associados. Para atrair companheiros ao Rotary é imprescindível considerar as mudanças na comunicação e nas interações pessoais ocorridas nas últimas décadas

Após governar o Distrito 4420 durante a Gestão Agregadora 2011-2012, o médico Fernando Dias Sobrinho vem dedicando parte de suas atividades em Rotary ao Desenvolvimento do Quadro Associativo (DQA). Por meio de palestras, fóruns e troca de experiências informais, ele orienta as lideranças rotárias sobre os principais gargalos que podem afetar o crescimento pessoal, humano e associativo dos clubes. Atualmente, ele acumula os cargos de Presidente da Comissão Distrital do Quadro Associativo e de Coordenador Assistente do Rotary International na Zona 22ª. Durante agosto, em celebração ao mês do DQA, Sobrinho realizou palestra e fórum temático para clubes da Baixada Santista/SP.

A necessidade de entrar em sintonia com as novas formas de envolvimento pessoal proporcionadas pelos avanços tecnológicos foi um dos assuntos abordados durante sua palestra sobre DQA, realizada em 16 de agosto, para sócios, visitantes e convidados do Rotary Club Santos-Porto. Ainda agimos de maneira antiga, como fazíamos há 60 anos. De lá para cá, as pessoas viram o tempo ficar escasso e a vida se resumiu em acordar, trabalhar e voltar exausto para casa. Não sobra tempo para contato pessoal direto, já que a comunicação virtual também ocupa o dia-a-dia das pessoas. Há uma forte tendência ao isolamento social em todas as camadas da nossa sociedade, enfatiza o Ex-Governador Distrital (EGD).

Para exemplificar as dificuldades dos clubes na captação e manutenção de novos sócios, Sobrinho apresentou o artigo Rotary na Encruzilhada, publicado pela renomada Fortune Magazine em 2001, sob autoria de Kenneth Klee. Trata-se de uma das principais revistas sobre negócios e mercado corporativo dos Estados Unidos, com cobertura editorial em várias partes do mundo. Ele esclarece como os dados publicados têm relação com os sintomas sentidos na prática pelos clubes. Na publicação, os gráficos apontam queda de 33% nos jantares em família, 45% nos encontros entre amigos, 56% na participação em entidades cívicas e 58% em organizações não governamentais como o Rotary.

Segundo o EGD, um dos desafios é reverter os números que oscilam entre estabilidade e evasão de membros. Para tanto, é necessário observar o formato das reuniões semanais e o engajamento com os projetos dos clubes. Por que será que não crescemos o número de associados nos últimos 21 anos? Será que a comunidade rotária não se adaptou às complexas mudanças sociais que passamos há décadas? Temos que entender melhor estas questões. O nosso papel é o de fortalecer o companheirismo e as relações pessoais diretas para que ultrapassem os limites das reuniões. Temos que estimular a tolerância e dar trabalho a todos. Assim, a maioria vai se sentir produtiva e realizada no clube.


Aprendizados do cenário atual

Para Ivo Sanches, Presidente Humanitário do Rotary Club de Santos-Porto (Gestão 2016-2017), foi necessário pensar em uma abordagem mais dinâmica para suas reuniões. Seu clube foi um dos que recebeu a palestra ministrada por Sobrinho. As reuniões ordinárias ocorrem no horário do almoço e temos o tempo contado para voltar ao trabalho. Para dar maior dinâmica, excluímos algumas formalidades típicas das cerimonias mais protocolares em Rotary, por exemplo. Valorizamos temas mais amplos, ações de destaque e o companheirismo informal. Desta forma, conseguimos entrosar os sócios e planejar encontros fora do ambiente formal da reunião. Esta estratégia tem dado resultados, revela.

Sobrinho destaca a importância das ferramentas que avaliam o grau de satisfação. Elas estão disponíveis no site do Distrito (www.rotary4420.org.br), na seção de downloads. O Formulário de Pesquisa de Satisfação do Sócio do Clube pode ser respondido de forma anônima e entregue no clube, enquanto a planilha de Análise de Resultados serve para mensurar o feedback dos associados. Eles identificam situações que dificultam a entrada ou permanência dos sócios. Os materiais devem ser trabalhados pelo diretor de DQA, secretário ou presidente. Outro fenômeno observado nestes anos é que a faixa etária dos associados está aumentando e a adesão de pessoas mais jovens está diminuindo.

O EGD ainda aborda outros obstáculos que precisam ser vencidos. Manter a participação dos novos membros é um dos principais. Até agosto de 2016, o Distrito contava com 1930 associados, distribuídos em 78 clubes. Cerca de 50% dos membros encontram-se na Baixada Santista, 30% estão localizados na região do ABCD Paulista e os demais na Zona Sul da cidade de São Paulo. De forma geral, o nosso quadro social encontra-se relativamente estável, apesar de perdermos cerca de 18% de sócios a cada ano. Conseguimos captar, mas temos dificuldades para manter os novos rotarianos ativos. Nosso discurso atual não está atrelado à realidade que eles vivem fora das reuniões rotárias, finaliza.


1º Fórum DQA em Itanhaém

Em Rotary, o mês de agosto é dedicado à avaliação do quadro social. Adesão de novos membros, desligamentos e mudanças na faixa etária são alguns dos pontos analisados a fim de elaborar estratégias mais efetivas de captação e manutenção de novos associados. Pensando nisso, o Distrito 4420 e lideranças rotárias organizaram o 1º Fórum do DQA (Gestão 2016-2017), realizado em 2 de agosto, na cidade de Itanhaém/SP. O anfitrião foi o Rotary Club de Itanhaém, presidido por Márcia dos Santos Sazone. O evento contou com a participação de todos os clubes da Área 6 e reuniu mais de 60 participantes.

Fernando Dias Sobrinho, Presidente da Comissão Distrital do Quadro Associativo, foi o facilitador do encontro. Ele apresentou um panorama geral do quadro associativo mundial, brasileiro e distrital. Também foram abordados o fortalecimento dos clubes e uma pesquisa do grau de satisfação do associado. José Carlos Ghanem, Governador Assistente da Área 6; e Jaime Unhara, membro da equipe do DQA, foram os incentivadores desta importante reunião. Conheça os clubes e presidentes participantes.


Presidentes da Gestão Humanitária 2016-2017:

1. Eduardo Rodenas | Rotary Club de Peruíbe.
2. Dorismundo Bucanas | Rotary Club de Mongaguá.
3. Marcia dos Santos Sanzone | Rotary Club de Itanhaém.
4. Ariádina Silva | Rotary Club de Itanhaém-Benedito Calixto.
5. Lucineia Tavares da Silva | Rotary Clube de Itariri-Pedro de Toledo.
6. Edson Edenei Soares Junior | Rotary Club de Mongaguá-Agenor de Campos.


Fernando Dias Sobrinho

É rotariano há 14 anos. Entre vários cargos que ocupou, presidiu o Rotary Club de Ribeirão Pires em 2004-2005 e foi Governador do Distrito 4420 (Gestão 2011-2012). É Major Donor da Fundação Rotária e atual presidente da Comissão Distrital do Quadro Associativo. No Instituto de Liderança Rotária (Rotary Leadership Institute) é co-chair na América do Sul desde 2010 e ocupa a função de Coordenador Assistente da Zona 22ª. Concluiu sua formação como médico na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em 1977. Também se especializou em ginecologia e obstetrícia, cirurgia geral e ultrassonografia. É pai de três filhos e casado com a administradora Sônia Maria Roncon Dias.


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